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Ela me disse que não tinha medo da morte e achava que não ia morrer!

Morreu porque todos vamos morrer. Não tem jeito. E foi da forma – pra mim – mais gostosa. Dormindo. Coisa que ela fazia bem, nunca teve insônia. Mas o legado que ela deixou a torna eterna. Nossa, fico pensando como é importante o legado que a gente deixa. Como as pessoas vão lembrar da gente depois que deixamos essa vida. O que existe depois, cada um tem uma crença. Respeito! Mas, as obras da Dona Leda – maravilhosas – estão aí para ninguém esquecê-la. E não é só isso. Seis filhos, 17 netos e 15 bisnetos. Prole grande que essa grande (desculpe-me a repetição da palavra) mulher deixa. Precisava mais?

Entrevistei Dona Leda em 2016 e ela tinha 101 anos. Aos 102, tive notícia dela andando de bicicleta na Bahia. O assunto do nosso encontro foi Memória. A dela era excepcional. E o humor sempre a acompanhou. Marcou-me quando contou uma história. Havia encomendado um quadro para a cozinha escrito “Lar Doce Lar”. Depois de pronto, olhou bem e decidiu a confecção de um outro escrito: Rua Doce Rua! É verdade, a vida acontece fora de casa. É doce ter uma casa e ficar nela, mas a vida acontece na rua! Reveja o programa.

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